Ele e ela no balcão.
duas e quarenta e oito.
fez zum-zum e pronto.
ele olha de canto, ela parece mais distante.
tenta alcançá-la às mãos,
a agarra com todas as forças, ambas as mãos
as mães se olham
os filhos saem da sala
tudo parece ofegante e fumegante.
ele se apoia no balcão,
leva as mãos ao cabelo.
Está nervoso.
Ela continua perpétua, ali.
fungada,
com o braço direito alcança a maldita bebida e,
num gole só
de virada
aos 49 do segundo tempo
se entrega
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